Arquivo de fevereiro \29\UTC 2012

Estudo analisa produção de biodiesel no Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga nesta quinta-feira (1º), a partir das 14h30, o Comunicado do Ipea nº 137– Biodiesel no Brasil: desafios das políticas públicas para a dinamização da produção. O estudo será apresentado por Murilo Pires, assessor técnico da Presidência do Instituto, e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Gesmar Santos, na sede do Ipea, em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo), com transmissão ao vivo pelo portal www.ipea.gov.br.

O Comunicado tem como objetivo contribuir com o debate sobre a adoção do biodiesel enquanto alternativa energética ao diesel de origem fóssil. Nesse aspecto, o estudo destaca as etapas da produção e os fatores nos quais as mudanças no marco legal do setor podem alterar a estrutura produtiva com vistas a torná-lo mais dinâmico no médio prazo.

Instituto divulga 3ª edição do SIPS Defesa Nacional

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lança nesta quarta-feira, 29, às 14h30, a terceira edição sobre Defesa Nacional do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS). A pesquisa será divulgada pela chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Instituto, Luciana Acioly, e pelos técnicos de Planejamento e Pesquisa Rodrigo Moraes e Almir Oliveira Júnior, em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo).

O SIPS Defesa Nacional ouviu 3.796 pessoas, em todas as unidades da federação. As duas primeiras edições da pesquisa abordaram, respectivamente, a percepção de ameaças (dezembro de 2011) e percepções sobre a Defesa Nacional e as Forças Armadas, o poder militar do Brasil e sua inserção internacional (janeiro de 2012).

Este terceiro estudo trata do quarto eixo temático estudado, referente às relações entre as Forças Armadas e a sociedade. Nesse sentido, a pesquisa buscou respostas em torno do grau de transparência das Forças Armadas, do seu papel no combate à criminalidade, do serviço e da carreira militar, do respeito dos militares à democracia e da Lei da Anistia.

SIPS

O SIPS é um sistema de indicadores sociais que verifica como a população avalia os serviços de utilidade pública. Os dados apurados servem como guia para o setor público estruturar da melhor maneira suas ações. Já foram divulgadas edições sobre justiça, assistência social, educação, cultura, segurança, igualdade de gênero, bancos, mobilidade urbana, trabalho e renda, e saúde.

Brasil dá prioridade às cooperações multilaterais

De 2005 a 2009, o Brasil destinou R$ 3,216 bilhões para projetos de cooperação internacional. Desse total, 76,5% ou seja, R$ 2,46 bilhões, foram contribuições feitas a organismos multilaterais. A menor parcela, 23,5% se refere às cooperações técnicas e humanitárias de caráter bilateral. Os dados estão presentes no Comunicado 136 – Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi): O Brasil e os Fundos Multilaterais de Desenvolvimento, apresentado hoje na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, nesta sexta-feira, 24.

Luciana Acioly, chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Ipea, participou da coletiva pública de apresentação, e afirmou que o objetivo do Comunicado é antecipar pesquisas maiores sobre o tema, que estão em andamento. Ela ressaltou ainda que a porcentagem tão diferente quanto ao tipo de cooperação priorizada pelo Brasil é reflexo das diretrizes da política externa adotada pelo governo.

“O Brasil prioriza as cooperações multilaterais, pois é uma forma de exercer uma pressão mais diluída sobre o país beneficiado, com menor ou nenhuma exigência de contrapartida. Isso não acontece nas cooperações bilaterais, mas elas não deixam de ser importantes para o país”, explicou Luciana.

Segundo André Calixtre, assessor Técnico da Presidência do Ipea, que fez a apresentação dos dados, os valores que constam no estudo foram obtidos por meio do uso de questionários, enviados às instituições de cooperação multilateral que recebem contribuições do governo brasileiro. “Os dados dessas pesquisas têm sido muito úteis para a formulação de políticas públicas para as ações internacionais do governo”, disse.

Destinos

Dos R$ 2,46 bilhões destinados à cooperação multilateral, 62,2% desse valor foram destinados a organizações internacionais. O restante, enviado a fundos de desenvolvimento, se agrupam da seguinte forma: 19,2% para o Fundo de Operações Especiais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (FOE/BID); 17,7% para a Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID) do Grupo Banco Mundial; e 0,9% ao Fundo Africano de Desenvolvimento do Banco Africano de Desenvolvimento (FAD/BAD).

“Destinar a maior parte dos recursos para fundos de cooperação multilateral é uma escolha é acertada porque o mecanismo, do ponto de vista da cooperação em si, é melhor, tem mais eficiência e mais concessionalidade, ou seja, exige menos contrapartida”, avaliou Calixtre.

Ipea discute seu presente, passado e futuro

O Ipea no presente, passado e futuro foi delineado na 5ª Reunião do Conselho de Orientação do Ipea na terça-feira, 14, na representação do Instituto no Rio de Janeiro. Com ex-ministros, economistas, sociólogos e outros profissionais influentes na vida nacional, o Conselho se reuniu não só com o presidente do Ipea Márcio Pochmann e seus assessores, além do Chefe de Gabinete Fábio Sá e Silva, mas também com todos os diretores do Instituto.

O Assessor de Planejamento e Articulação Institucional do Ipea, Aristides Monteiro Neto, abriu os trabalhos com um resumo do Relatório de Atividades 2011, as diretrizes para o ciclo 2012-2015 e uma análise do orçamento do Ipea, entre outras considerações. Aristides também destacou o esforço contínuo de ampliar a capacidade de atender as demandas cada vez mais frequentes da sociedade ao Ipea. “O Ipea antes ficava mais dedicado aos pedidos do Poder executivo, mas agora também atende bastante ao Poder Legislativo e o Judiciário”, acrescentou o presidente Márcio Pochmann.]

“Gostaria de registrar o extraordinário trabalho do Ipea, que se reflete nas suas publicações”, afirmou João Paulo dos Reis Velloso, fundador do Ipea, ex-ministro do Planejamento e presidente do Fórum Nacional, que ocorrerá em maio de 2012, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (INAE) e do qual o Ipea participa. “O Ipea pode realizar seminários e workshops que discutam a atual renovação do pensamento econômico”, sugeriu o ex-ministro da Fazenda Bresser Pereira. Já a professora de Economia da Universidade Federal de Pernambuco, Tânia Bacelar, ressaltou o esforço de articulação do Instituto e a importância dos funcionários trabalharem de forma cooperativa.

No encontro, vários temas foram discutidos, como a capacidade do Ipea em produzir bancos de dados, discutir o Brasil de forma disciplinar, estudar as regionalidades, formar conhecimento sobre o desenvolvimento, trabalhar em parceria com outras instituições, coordenar pesquisas de Ciências Sociais, fazer articulações com outros países. Pochmann destacou três grandes desafios do Instituto: aperfeiçoar a função de fomento que o Ipea vem desempenhando, promover uma conexão mais holística em vários aspectos e atualizar a instituição, que não tem similitude com outras.

Por fim, Pochmann fez um histórico sobre o número de técnicos do Ipea, que chegou a 1300 nos anos 1980 e hoje são 600, sendo um terço trabalhando em outras instituições. “É uma demanda enorme com pouca gente, sem concurso não podemos dar continuidade”, comentou Pochmann. Velloso acrescentou que na época da Ditadura Militar, o Ipea tinha carreira própria, enquanto Bresser ressaltou que se deve valorizar as carreiras importantes para o País.

Por fim, houve a apresentação das perspectivas dos diretores de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia, Alexandre Gomide, de Estudos e Políticas Macroeconômicas, Vanessa Petrelli, de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais, Francisco de Assis Costa, de Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Carlos Eduardo Fernandes da Silveira, de Estudos e Políticas Sociais, Jorge Abrahão, e Rodrigo Teixeira diretor adjunto de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais.

Conheça todos os membros do Conselho de Orientação do Ipea:
1. Antonio Delfim Netto
2. Cândido Mendes de Almeida
3. Carlos Francisco Lessa
4. Dércio Garcia Munhoz
5. Eliezer Batista da Silva
6. João Manoel Cardoso de Mello
7. João Paulo de Almeida Magalhães
8. João Paulo dos Reis Velloso
9. Luiz Carlos Bresser-Pereira
10. Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo
11. Marcio Pochmann
12. Maria da Conceição Tavares
13. Pedro Demo
14. Raphael de Almeida Magalhães
15. Roberto Cavalcanti de Albuquerque
16. Rubens Ricupero
17. Tânia Bacelar de Araújo
18. Walter Barelli
19. Wanderley Guilherme dos Santos
20. Wilson Cano

Ipea e Governo do Paraguai firmam cooperação técnica

O ministro Didier César, da Embaixada do Paraguai no Brasil; o chefe do Departamento do Mercosul, Bruno Bath; Marcio Pochmann, presidente do Ipea; e Hugo Royg, ministro da STP

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Secretaria Técnica de Planejamento (STP) do Governo do Paraguai vão desenvolver projetos, estudos e pesquisas sobre temas de interesse mútuo. O acordo de cooperação técnica foi assinado nesta quarta-feira, dia 15, por Marcio Pochmann, presidente do Ipea e Hugo Royg, ministro da STP.
Foto: Sidney Murrieta

Ministro paraguaio fala sobre a colaboração com o Brasil
O documento prevê a colaboração mútua, apontando a implementação de ações de cooperação que assegurem a ampliação e o intercâmbio de conhecimentos nas áreas de interesse ambos, tais como a análise de políticas macroeconômicas; a formulação de políticas públicas em matérias econômicas e sociais, e de políticas orientadas ao desenvolvimento produtivo e tecnológico; o planejamento do desenvolvimento regional e setorial; e o fortalecimento do Mercosul e inserção internacional, entre outras a serem definidas posteriormente.

Pochmann destacou que o acordo com a Secretaria Técnica de Planejamento do Governo do Paraguai é oportuno, pois reafirma uma dimensão que vem ganhando importância dentro da instituição – denominada “a internacionalização do Ipea”, que tem relação com a política internacional brasileira de integração, especialmente no âmbito da cooperação Sul-Sul. “Para o presidente do Instituto, este acordo também reforça o processo de integração e cooperação do conhecimento, e sobretudo, pela oportunidade do Ipea estar presente em Assunção, contribuindo para a complementação do plano de trabalho estabelecido.

O ministro Hugo Royg acrescentou que em nível global a tendência é que os países da America Latina enfrentem os obstáculos de forma integrada, o que implica pensarem juntos os problemas dos diferentes países e os instrumentos que apontem uma integração mais efetiva e com mais benefícios para todos. “Este acordo aponta na direção de olharmos os problemas juntos para encontrarmos soluções conjuntamente”, destacou.

Também estiveram presentes à solenidade de assinatura do acordo o ministro Didier César, da Embaixada do Paraguai no Brasil e o chefe do Departamento do Mercosul, Bruno Bath.

MG apresenta evolução positiva de indicadores sociais

De maneira geral, o estudo Situação Social dos Estados – Minas Gerais, apresentado no teatro da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira, 13, mostra que houve uma evolução positiva dos indicadores sociais no estado na última década. “Em alguns setores da área social, Minas Gerais avançou mais rapidamente que o Brasil, especialmente quando se observa a situação dos trabalhadores do campo, no que diz respeito, por exemplo, à renda e a determinados serviços”, disse o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pocmann.

Em Minas Gerais, a renda domiciliar per capita em 2001 era de R$ 452,9. Em 2009, elevou-se para R$ 631,2. O crescimento de 39,4% no período foi além da média nacional, que registrou aumento real de 23,5% e também da região, que foi de 17,3%. As desigualdades de renda média diminuíram um pouco, uma vez que a renda domiciliar per capita na zona rural teve crescimento de 49%, superior ao observado na urbana (36,7%), passando de R$ 224,3, em 2001, para R$ 334,2 em 2009.

Ainda assim, a discrepância entre esses indicadores rurais e urbanos chama a atenção. Mesmo com esse bom desempenho, em termos do crescimento de renda observado nos últimos anos, o estado alcançou a média nacional, em 2009, mas ainda exibe patamares inferiores ao da região Sudeste como um todo.

Pobreza em queda

No que diz respeito à ao número de extremamente pobres, população com renda per capita inferior a R$ 67,07 por mês, em 2009 Minas Gerais apresentou tendência de queda. Em 2001, 9% da população vivia em pobreza extrema e em 2009 este índice sofreu diminuição para 3%. Comparada à da Região Sudeste, essa trajetória foi mais intensa. No mesmo período, a pobreza extrema na região passou de 5,6% para 2,3%. Os índices nacionais são de 10,5% e 5,2% para 2001 e 2009, respectivamente.

No contexto rural, os indicadores de pobreza extrema apresentados, 19,7% em 2001 e 5,6% em 2009, acompanham a tendência de queda observada no resto do estado, porém com intensidade ainda maior.
Quanto à desigualdade de renda, pelo Índice de Gini, os números vêm caindo, com a média do Sudeste inferior à nacional e a de Minas Gerais muito próxima à da região durante toda a década. Na área rural, a desigualdade é inferior à urbana.

Aspectos negativos

De acordo com Pochmann, a pesquisa identificou outros seguimentos com evolução abaixo da média nacional. Sobretudo se levar-se em consideração que Minas Gerais está entre os estados do Sudeste, a região mais rica do país e ainda possui uma renda domiciliar inferior à verificada na região. Da mesma forma os quesitos educaçao e e segurança – especialmente na taxa de homicídios masculina, que apresentaram desempenho ruim.

“O objetivo deste estudo é oferecer uma visão mais ampla da questão social no Brasil e também em cada estado, de forma a permitir que os gestores públicos e a sociedade tenham uma maior compreensão a respeito do quadro social que estamos vivendo nesta primeira década do século XXI”, concluiu.

Curso Macroeconomia e Desenvolvimento tem hotsite

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou o hotsite do Curso Macroeconomia e Desenvolvimento Econômico, um projeto em parceria com o Centro Internacional Centro Furtado. O curso já percorreu 13 cidades, com mais de 300 alunos. O público-alvo é formado por gestores públicos, economistas, administradores, estudantes de pós-graduação – preferencialmente de economia e áreas afins –, e demais funcionários de entidades, públicas e privadas, ligadas a segmentos considerados estratégicos em suas regiões.

Por meio do hotsite, será possível conhecer o conteúdo programático do curso, os professores, obter informações sobre as edições já realizadas e a estrutura das aulas. O conteúdo é dividido entre as áreas de macroeconomia e desenvolvimento econômico. As próximas cidades a serem contempladas também serão anunciadas pela página. O endereço da nova plataforma é www.ipea.gov.br/cursomacro/historico.html.

Ipea analisa a situação social do Rio de Janeiro

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta terça-feira, 14, a versão carioca da série de estudos A Situação Social nos Estados. O documento foi divulgado pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, na representação do Ipea no Rio de Janeiro (Auditório do 10º andar – Av. Presidente Antônio Carlos, 51, Rio de Janeiro – RJ).

O estudo aborda áreas de interesse das políticas sociais: demografia, previdência social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação.

Neste e nos demais estudos da série, é possível comparar dados dos estados com as médias regional e nacional e descobrir, por exemplo, como está a evolução do Rio de Janeiro em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, às taxas de homicídio e remuneração do trabalho.

O estudo, que foi apresentado na capital do estado, traz, ainda, um anexo com dados estatísticos de 34 indicadores, para que o leitor possa fazer suas próprias análises sobre a situação do estado de 2001 a 2009.

Ipea analisa a situação social de Minas Gerais

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentará no dia 13 de fevereiro, às 10h, a versão mineira da série de estudos A situação social nos estados. O documento será divulgado pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, no Teatro da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (Rua Rodrigues Caldas, nº 30 – Bairro Santo Augustinho).

O estudo aborda áreas de interesse das políticas sociais: demografia, previdência social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação.

Neste e nos demais estudos da série, será possível comparar dados dos estados com as médias regional e nacional e descobrir, por exemplo, como está a evolução de Minas Gerais em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, às taxas de homicídio e remuneração do trabalho.

O estudo, que será apresentado em Belo Horizonte, traz, ainda, um anexo com dados estatísticos de 34 indicadores, para que o leitor possa fazer suas próprias análises sobre a situação do estado de 2001 a 2009.

Pobreza extrema cai pela metade no Amazonas

Entre 2004 e 2009, o estado do Amazonas reduziu pela metade o número de pessoas abaixo da linha da extrema pobreza. A desigualdade, que já era menor que a média brasileira, também caiu. A renda domiciliar per capita, no entanto, teve desempenho pior e não conseguiu convergir para o nível do resto do país.

A extrema pobreza passou de 12% para 6% nos anos analisados e a desigualdade, medida pelo Gini, registrou 50,9 em 2009, em comparação aos 54 do país (quanto mais perto de 100, mais desigual uma região). A renda teve um crescimento de 29% e atingiu R$ 439,00, aquém do nível brasileiro (R$ 631,00).

Os indicadores estão em um estudo divulgado pelo Ipea nesta quinta-feira, 9, durante coletiva pública na Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas, em Manaus. A publicação Situação Social nos Estado: o caso do Amazonas apresenta dados em 8 áreas da política social: saúde, educação, previdência social, emprego e renda, entre outros.

Para Herton Ellery Araújo, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, o fato do estado ter diminuído fortemente a pobreza mesmo sem grande ganho de renda significa que a riqueza da região foi melhor distribuída. Ele ressalta que os ganhos da população rural ainda precisa aumentar. “A renda não tem convergido com a do Brasil, o campo precisa de uma produtividade melhor, mesmo que o Bolsa Família já tenha sido uma ajuda importante nesses locais”, argumentou.

Apesar de ter indicadores de renda abaixo da média, o Amazonas se destaca dentro da Região Norte pelo baixo índice de analfabetismo. Em 2009, 7% dos amazonenses eram considerados analfabetos, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), número significativamente inferior até mesmo à média brasileira.

“Hoje o analfabetismo se concentra entre os mais velhos, com a universalização do ensino básico, não temos gerados novos analfabetos. Talvez por Manaus ter sido uma sociedade muito próspera durante o ciclo da borracha, os mais velhos podem ter encontrado, na época, um sistema educacional melhor”, analisou Ellery.

Série

A publicação Situação Social nos Estado: o caso do Amazonas integra uma série de estudos que o Ipea está apresentando em várias cidades brasileiras nos meses de janeiro e fevereiro. Já foram lançados trabalhos com dados do Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Ceará.

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